21/08/06

 

Pesquisa revela que limão pode provocar queimaduras na pele

 

O limão pode provocar queimaduras na pele em apenas dois minutos e meio. A afirmação é do médico dermatologista e professor da UFPel, Hiram Laranjeira Almeida Jr, que acrescenta que, mesmo com a aplicação de filtro solar , há apenas um retardamento da queimadura, mas ela ocorre.

O conselho mais prático é que as pessoas, expostas ao sol, no verão, evitem o contato com o limão taiti ou siciliano, para que não ocorram lesões. A caipirinha na praia e até espremer o limão sobre o peixe  produzem queimaduras e não há forma de evitá-las.

A constatação foi feita em pesquisas realizadas em trabalho conjunto da Universidade Federal de Pelotas(UFPel) e Universidade Católica (UCPel) e o resultado científico será apresentado pelo médico especialista no Congresso Europeu de Dermatologia, no mês de outubro, em Rodes, na Grécia.

Pesquisa

Hiram Laranjeira Almeida Jr. orientou a pesquisa realizada com ratos no Biotério da UFPel, com a participação do chefe do setor, Milton Amado e das mestrandas da UCPel, Nora Lórea e Valéria Jorge.

Num primeiro momento, no trabalho que teve início em fevereiro de 2005, foi realizada a reprodução da queimadura do limão em ratos. Com o sucesso do modelo experimental, foi escrita tese de mestrado e o trabalho teve publicação em respeitada revista de fotodermatologia.

Nessa primeira pesquisa, diz o professor Hiram, “além de mostrar que pode ser reproduzida, demonstramos que em curto período de tempo, mesmo dois minutos e meio de sol com o limão na pele, já pode queimar. Tanto os limões taiti quanto o siciliano provocaram as lesões. No teste, aplicado à pele o filtro solar 45, a reação deu-se apenas de forma mais fraca, mas ocorreu.”

Na segunda pesquisa, a questão científica de abordagem  foi mais explicitada. O trabalho recebeu uma análise histológica seriada e microscopia eletrônica (com equipamentos da Embrapa e Faculdade de Veterinária) para demonstrar como a célula é lesada. A tese foi encaminhada para o Congresso Europeu de Dermatologia e foi aceita para apresentação oral em uma sessão de fotodermatologia.

Segundo Hiram Laranjeira, trata-se de um trabalho “bonito”, envolvendo vários setores do meio científico pelotense. A divulgação dos resultados permitirá também a comunidade evitar estas lesões, tão comuns no período de verão.